terça-feira, 25 de março de 2008

Existem coisas que o tempo não apaga.
Mesmo passando doze semanas santas longe de casa, recordei de um ato que minha inesquecível Vó Edite fazia: jogar as sobras do almoço da sexta-feira para os peixes no Rio São Francisco.
E por que não revivê-lo?
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Na despedida, um lindo presente em pleno sertão nordestino.

Baterias recarregadas, saudade no peito e incerteza do próximo regresso.

sábado, 22 de março de 2008

Desci do trem.
E estou seguindo à risca o merecido descanso total.

sábado, 15 de março de 2008

É, Deus, parece que vai ser nós dois até o final...”. O show era de Lenine, mas foi a música de Marcelo Camelo que não saiu da cabeça.

Tudo conspirava contra. Ingressos esgotados, desistência dos amigos (por motivos justificáveis) e um engarrafamento inacabável. Para completar, por falha na comunicação, minha irmã e seus amigos atrasaram 40 minutos. Começando a ficar irritada, fomos à procura dos ingressos nas mãos dos cambistas. Meia hora depois e... Nada! O show inicia e, finalmente, consigo o meu, mas minha irmã e seus amigos desistem. No impulso, resolvo, então, entrar sozinha (ultimamente, não vejo problema em sair só, mas não para um show. Foi a minha estréia. E a decisão foi a mais acertada). A Concha Acústica estava lotada e consegui um lugarzinho bem no gargarejo. Meio deslocada, ouvi as primeiras notas da música A rede e me achei. Pronto! Estava em casa.

O show foi maravilhoso. Lenine estava um “louco lúcido” e eu, em estado de êxtase. Era como se só nós estivéssemos ali. A banda e eu. E, é claro, a música do Camelo. Não sentia falta de nada. Mesmo com fome e com uma barra de chocolate na bolsa, não queria perder um segundo daquele momento. Estava em estado de plenitude.
Foi uma sensação indescritível. Não era auto-suficiência. Era um estar em mim, uma percepção de que, naquele momento, eu me bastava.

“(...) Ninguém vai saber de nada
E eu sei
Pelo sentimento
Pelo envolvimento
Pelo coração...
.
Eu sei!
Pela madrugada
Pela emboscada
Pela contramão...
.
Qualquer dia
Qualquer hora
Tempo e dimensão
O futuro foi agora
Tudo é invenção...
.
Ninguém vai saber de nada
E eu sei
Por qualquer poesia
Por qualquer magia
Por qualquer razão... “

Tudo por acaso - Lenine

sexta-feira, 14 de março de 2008

Mesmo tudo indo bem, nada tem muita graça hoje. Só queria você. Deitar ao seu lado, sentir seu cheiro e sua (quase) barba aranhando minha pele.
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Desligar-me.
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E fazer do seu sorriso o meu mundo...

sábado, 8 de março de 2008

A vida segue.
E eu apenas digo:
que venha o amanhã,
porque o dia da tristeza foi ontem.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Essa alma que há vários dias só sentia o sabor salgado do pranto, abriu as janelas.
A angústia, o “não sei exatamente o quê” ainda estão aqui, mas agora acompanhado de um largo sorriso estampado no rosto.

Up


“Baiana que entra na roda e só fica parada
Não samba, não mexe, não bole nem nada
Não sabe deixar a mocidade louca.
Baiana é aquela que entra no samba de qualquer maneira

Que mexe, remexe, dá nó nas cadeiras
Deixando a moçada com água na boca.
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A falsa baiana quando entra no samba

Ninguém se incomoda, ninguém bate palma
Ninguém abre a roda, ninguém grita ôba
Salve a Bahia, senhor.
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Mas a gente gosta quando uma baiana

Samba direitinho, de cima embaixo
Revira os olhinhos dizendo
Eu sou filha de São Salvador!”
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Falsa Baiana - Geraldo Pereira

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*Foto tirada no carnaval de Olinda.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Exijo o direito de ficar calada. No meu canto. Sem barulho, para não abafar minha voz, meus clamores, sussurros e brados.
Preciso de quietude. De uma manhã chuvosa, assistindo Amélie Poulain, acompanhado de um pote de Nutella
.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

“Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto” .
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Confissão, de Mário Quintana.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Tenho medo de estar querendo muito. Receio que minhas insatisfações sejam sem fundamento e as escolhas sejam, na verdade, uma evasão. E que, quando tudo mudar, perceba que não foi uma boa opção. Entretanto, aflição maior é não saber exatamente o que quero. Outro emprego, outra profissão, cursar História ou Filosofia, preparar-me para o Mestrado, mudar de cidade...
As dúvidas e a indecisão me dominam (quando vão me deixar?), mas é hora de ser prática. Estou levando o bonde adiante (agora, de bom humor), sujeitando-me a uma alternativa por vez. A primeira opção já está em ação. Se não der certo, pulo para outra. Só não quero ser blindada pela covardia, pois (adaptando uma frase da Ceisa, do Surto PsicoSSomático), a vontade de vida que tenho é maior do que qualquer tormenta.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Estou indo por um caminho que não tem mais volta. Não sei se é o ideal, mas, no momento, parece ser o melhor. Não tenho escolha. É isso ou ficar estagnada. É isso ou me tornar algo que não quero ser.
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"O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência..."
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Paciência (Lenine e Dudu Falcão)

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Carnaval chegando.
Viagem programada para Recife.
E meu espírito pedindo paz...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

“Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim”.
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Carlos Drummond de Andrade

Presentes

A moça dos lindos cabelos pretos (Déa), do Enquanto eu dormia, me presenteou com o selo acima. Repasso, então, para:

Bianca, do Entrelinhas: porque me vejo em seus pensamentos e palavras.
Isaque, do Contos de um Esquizofrênico: poeta e letrista apaixonante.
Camiles, do Passo a régua: admiro sua intensidade e seu ardor.
Flávia, do Sabe de uma coisa?: porque queria escrever que nem ela e adoro quando me chama de moça verde.
Heliarly, do Doideira pura: moço querido, sempre presente, que tem o blog mais divertido que conheço.
Rapha, do O Final do Ponto: porque penso em cada verso dele quando vou (tentar) escrever os meus.

O Heliarly (sempre ele) me mimou mais uma vez e me deu esse selo. Passo para:

Déa, do Enquanto eu dormia: porque ela é simpaticíssima e seu blog é super agradável.
Celine, do Mô blog: porque ela uma verdadeira baiana intensa (mais que eu) e suas palavras transbordam sensibilidade.
Leo, do Repensando bem: porque adoro suas histórias e sinto saudades da Carol.
Paulo, do ócio Criativo: porque não passo um dia sem visitar o seu cantinho e tenho um carinho enorme por ele.
Samy, do Penso, logo mudo de idéia: porque viajo no seu blog.
Julie, do Papo de cozinha: porque foi ela quem me fez amar blogs, com seus posts cheios de amor e sem medo de se expôr.

Déa e Heliarly, um caminhão de flores e de beijos.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Antes de você, minha vida era repleta de princípios e normas, principalmente quando o contexto envolvia relacionamentos. A entrega sempre foi irrestrita, se tivesse a garantia de presença constante e muitas demonstrações de afeto. A permuta era necessária. Caminhar somente em uma via de mão dupla.
E, sem esperar, você surgiu, despertando-me para uma nova vida (sem trocadilhos e exageros). Desatou-me e levou embora o que um dia chamei de veleidades. E provou que é possível ser abundantemente feliz vivendo-se de momentos. E, de todos que já vivi, só nesses consigo pensar.
Confesso que ainda balanço e penso nos meus antigos desejos. Quem me cerca não deixa ser diferente. Para eles, ainda me falta algo. Ou melhor, alguém. E que “isso” impede novas conquistas e descobertas.
Admito também que, às vezes, anseio que tudo entre nós seja um pouco tradicional. A fraqueza aparece sempre após as despedidas. Como você mesmo disse, citando alguém que não recordo, “partir é sempre um doce pesar”. Mas os dias passam, e tudo volta ao normal. E hoje é um desses. Dia de leveza, de cores, de beleza.
A vontade de estar com você existe, mas não me domina e nem me esconde. Hoje sou eu. Inteiramente. Sem amarras, sem medo de desagradar.
Ainda bem que sua sinceridade e minha (pequena) sensatez mostram que esse é o melhor caminho, que os fatos estão bem como são e que o imperfeito, agora, é mais perfeito.
...
“Eu quero a sina de um artista de cinema
Eu quero a cena onde eu possa brilhar
Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo
Um beijo imenso, onde eu possa me afogar
.
Eu quero ser o matador das cinco estrelas
Eu quero ser o Bruce Lee do Maranhão
A Patativa do Norte, eu quero a sorte
Eu quero a sorte de um chofer de caminhão
.
Pra me danar por essa estrada, mundo afora, ir embora
Sem sair do meu lugar
.
Ser o primeiro, ser o rei, eu quero um sonho
Moça donzela, mulher, dama, ilusão
Na minha vida tudo vira brincadeira
A matinê verdadeira, domingo e televisão
.
Eu quero um beijo de cinema americano
Fechar os olhos fugir do perigo
Matar bandido, prender ladrão
A minha vida vai virar novela
.
Eu quero amor, eu quero amar
Eu quero o amor de Lisbela
Eu quero o mar e o sertão...”

Caetano Veloso e José Almino

“Às vezes se eu me distraio
Se eu não me vigio um instante
Me transporto pra perto de você
Já vi que não posso ficar tão solta
Me vem logo aquele cheiro
Que passa de você pra mim
Num fluxo perfeito...”
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Equalize, Pitty.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Meu primeiro meme

Recebi um Meme do querido Heliarly, do Doideira Pura, e resolvi aceitar. É o “Meme do desktop”.
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Aí está minha área de trabalho.
Essa coisa linda é meu sobrinho Francisco (carioca, mas de alma genuinamente baiana). Sempre coloco a foto dele como papel de parede para abrandar a saudade.
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Repasso para
- Celine (moça intensa), do
Môblog;
- Andréia (moça dos cabelos negros lindos), do Enquanto eu dormia;
- Paulo (moço carioca que ainda não achei um adjetivo digno), do
Ócio Criativo.
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Heliarly, beijos. E obrigado pelo “Tem moça mais gente boa na Bahia?”. hehe

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Meu ano, enfim, começou

Após um reveillon maravilhoso (foi a única palavra que encontrei para descrever esse momento tão encantador, diferente de tudo que já vivi), entrei em estado de letargia.
Por sugestão de um amigo, viajei imaginado que tudo era uma ilusão e, ao retornar para a realidade - que, nesse momento, não é a das melhores devido a um problema familiar que até agora está me deixando triste e abalada -, fiquei desanimada. E acabei doente.
Era como se 2008, junto com aquela sensação de coração transbordando de esperança e perspectivas, ainda não tivesse batido na minha janela. Foram dias de reclusão interior quase total, aliviados, ao menos, pela (quase) presença doce de algumas pessoinhas queridas.
Ainda bem que tudo se iluminou.

Encerrei o melhor ano de minha vida e já estou pronta para encarar os 356 dias que ainda restam, na expectativa de ser tão bom quanto 2007 (ou melhor). Como diz o Paulo, do Ócio Criativo, é assim que nossa cabeça funciona: dividindo nossa existência em períodos. E, mesmo tendo escrito que não faria planos para 2008, resolvi escrever minha lista.
Não me importo se não vou conseguir realizá-los ou se, daqui a dois meses, todos esses anseios irão mudar. Colocá-los no papel está sendo bem divertido. E é isso que busco agora: diversão.

Planos para 2008

Preciso:
1. Aprender a dirigir;
2. Fazer alguma atividade física;
3. Aprender a cozinhar;
4. Dedicar-me mais ao inglês;
5. Ler os quatro livros que estão parados na estante há mais de seis meses (Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda; Formação do Brasil Contemporâneo, de Caio Prado Júnior; Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro; e Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre);
6. Ficar menos tempo no MSN.

Quero:
1. Mala vermelha da Kipling;
2. All Star branco de couro;
3. Bota de cano alto preta, igual a da Miranda de Sex and the city (Salvador não tem clima, mas acho tão sexy. hehehe);
4. Máquina digital nova;
5. Celular novo;
6. Economizar (o mais difícil).

Desejo:
1. Passar carnaval em Recife;
2. Ir a uma praia de nudismo;
3. Conhecer a Chapada;
4. Censurado;
5. Censurado;
6. Mais liberdade.

Necessito:
1. Diminuir a ansiedade;
2. Exigir menos (de mim e dos outros);
3. Ser mais realista;
4. Não sentir ciúmes;
5. Ter mais coragem;
6. E me permitir – esse é o verbo de 2008.

E que eu (sempre)...
1. Ame com mais intensidade que da última vez;
2. Pise na areia da praia com a sensibilidade de um bebê;
3. Beije com veemência;
4. Acredite no bem;
5. Não deixe minha fé deter-se nas pedras;
6. Seja sensível aos acontecimentos e às coisas.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Invólucro

"Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos tendo pés, não me alcancem; tendo mãos, não me peguem; tendo olhos, não me vejam e nem em pensamentos eles possam me fazer mal..."
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Oração a São Jorge

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Nostalgia

Fui passar o Natal na casa dos meus pais. Há um ano não os visitava e, por mais que não goste da cidade, estava com uma grande expectativa. Além do desejo de revê-los, existia uma esperança em ver mudanças.
Na chegada, uma chuva de beijos e abraços de pais, tios, sobrinhos, amigos, vizinhos, cachorros, gatos, papagaios... Vinda de família grande e de cidade pequena, é preciso compartilhar tudo. Então, seguiu-se o interrogatório, regado a muita comida e um calor infernal. Como sempre me canso dessa tríade, carrego na mala um kit de sobrevivência: livros, revistas e chocolates. Até aí, tudo bem previsível.
No final da tarde, deitei na cama da minha mãe e abri o primeiro livro. Só que não conseguia me concentrar. O movimento em casa era intenso. Então, comecei a tentar adivinhar quem entrava ou saia pelos passos. Durante esse exercício, relembrei tanta coisa – pessoas, aromas, brincadeiras, amores platônicos...
Minutos depois, levantei correndo e fui ver tudo. Um conjunto de histórias maravilhosas surgiu na minha memória, resgatados de uma época que não foi a melhor de todas (meu hoje o é), mas o tempo e o saudosismo fizeram questão de transformá-las em fascinantes.
Por anos, deixei de ver o que havia de poético naquele lugar. Banalizei as coisas e os fatos pela previsibilidade. Na fuga, por divergir e não gostar do que restou, tirei-me do cenário e do contexto. Mas eu continuava ali. As casas das minhas amigas, o poste em que bati a testa, a sorveteria, a igreja, o quintal.... Tudo estava como sempre foi.
Nos dias seguintes, transcorreu tudo bem. Muitas visitas, barulho e mais conversas, comida e calor. E me joguei da maneira que pude. Tentei não repudiar os chatos e invasores para desfrutar cada minuto que ainda me restava. Atitude mais acertada para obter um final de semana deleitável. E consegui. Foi tudo tão acolhedor que, na despedida, me contive para não chorar. Minha voz chegou a embargar.
Tudo isso me fez bem. Fiquei confiante. Percebi que estou no caminho certo e não tenho arrependimentos pelas minhas escolhas. Compreendi também que é preciso ter raízes. E que, por mais que vague, uma parte de mim sempre estará lá.

“Quanto me andei
Talvez pra encontrar
Pedaços de mim pelo mundo
Que dura ilusão
Só me desencontrei
Sem me achar
Aí eu voltei
Voltar quase sempre é partir
Para um outro lugar”.
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Samba do amor, de Paulinho da Viola.